Servidor é suspeito de fraudar benefícios e desviar R$ 2,3 milhões do Instituto de Previdência em Barretos

24/06/2019

 

O Ministério Público e a Polícia Civil investigam um ex-servidor público de Barretos, suspeito de fraudar o sistema de pagamentos do Instituto de Previdência Municipal (IPM) e desviar, pelo menos, R$ 2,3 milhões dos cofres da autarquia nos últimos quatro anos.
Ele foi demitido na última segunda-feira (17). O advogado dele, Juliano Facchina Sforcini, informou que vai recorrer na Justiça contra a demissão, alegando que a sindicância instaurada contra o servidor não foi concluída e não seguiu o rito determinado por lei municipal.
O atual diretor-presidente do instituto, Nilton Vieira, explicou que o servidor demitido foi responsável pelo departamento de recursos humanos da autarquia por oito anos. 
Durante um período de licença dele, em outubro do ano passado, um servidor substituto identificou a suposta fraude da folha de pagamento em R$ 100 mil a menos. Diante disso, foi feito um comunicado ao diretor-presidente anterior e aberto o processo de sindicância, além do encaminhamento ao Ministério Público também.
Nilton Vieira confirmou que a investigação interna concluiu que Moreira manipulava o sistema de pagamentos: benefícios de 11 aposentados ou pensionistas que morreram e não deixaram dependentes, acabaram reativados, e os valores foram depositados na conta bancária dele.
A suposta fraude começou em dezembro de 2014 e se estendeu até 2018. A sindicância apurou ainda que parte dos benefícios pagos irregularmente foi depositada em uma conta bancária da filha do servidor demitido. Ela e a mãe também são investigadas.
O Ministério Público pediu autorização à 2ª Vara Criminal de Barretos para quebra do sigilo bancário do ex-servidor, da mulher e da filha dele, porque “há fortes indícios de apropriação de dinheiro público em benefício próprio, em razão do cargo, configurando crime de peculato”.
Defesa
“A demissão nos pegou de surpresa, assim como a maior parte do processo que não seguiu o rito determinado pela lei municipal, ainda no processo não contém nenhuma prova cabal da atitude ilícita do Sr. Nilton, em oitiva de testemunhas ninguém soube dizer de forma clara a fraude praticada, se quer foram realizadas perícias nos computadores utilizados”, disse o advogado Juliano Facchina Sforcini, em nota. “A sindicância foi instaurada com base “em indícios, retirados de e-mails entre servidores. Fica ausente, portanto, motivo óbvio para a demissão do servidor, e tentaremos reverter essa decisão na esfera judicial, pois, como já dito, o processo está eivado de vícios e nulidades desde a sua instauração, o que ficou ainda mais comprovado com essa demissão antes mesmo da decisão da própria comissão”, concluiu. (com informações do G1)

 

 

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