Paralisação dos caminhoneiros x ato covarde de Temer

Não é de ontem que o Brasil está na lista dos países com a maior carga tributária. O povo brasileiro passa meses do ano trabalhando para pagar impostos. As empresas, principalmente os micros empresários, ora estão quebrando em razão da elevada carga tributária, ora estão lutando diariamente pela sobrevivência de suas atividades. Claro que tais dificuldades também são enfrentadas pelas grandes empresas multinacionais, que convém destacar, também são as maiores devedoras do fisco nacional. 
Como em passado recente, o povo brasileiro – um gigante adormecido – acordou de um pesadelo com o governo Dilma, quando milhões foram às ruas e gritaram por um novo governo, uma nova esperança e por dias melhores. 
Esta semana, após 2 anos e 6 meses do governo Temer, um novo gigante se levanta, agora para gritar em uma só voz: “o povo não aguenta mais impostos”. 
Os milhões de caminhoneiros que percorrem o Brasil, por milhares de quilômetros, devem ser respeitados, devem ser louvados, pois suas reivindicações de reduzir o custo do “Diesel” é a vontade de todos, já que haverá reflexos em toda a economia nacional. 
Não é possível que Temer, “o presidente da mudança”, não esteja enxergando que os brasileiros, embora assustados com a falta de combustível ou de alimentos nas prateleiras de supermercados oportunistas, que escondem seus estoques, querem sim, a redução do custo do combustível, querem a redução dos impostos, que asfixiam o orçamento mensal dos trabalhadores.
A tentativa de acordo se frustrou. Claro que os caminhoneiros não aceitariam. Absurda a negociata as portas fechadas com “representantes engravatados”, que negociam prazo de 30 dias para estabelecer políticas de reajuste do combustível. 
Parece um conto de fadas, onde a inocência pura das crianças as levam a acreditar na fada madrinha. 
O clamor dos caminhoneiros/povo brasileiro é a redução imediata e real dos preços do combustível, um dos propulsores do custo de todos os demais produtos. É isso que esse governo incompetente deve fazer. 
Mas, o eminente presidente Temer, demonstrando sua inabilidade de governança e total autoritarismo, após resposta da fracassada negociata, determinou intervenção das Forças Federais para desbloquear as estradas que, diga-se de passagem, ocupadas parcialmente por milhões de caminhoneiros que lutam por todos nós, sob o baldrame de que o "Governo teve coragem de dialogar e terá coragem agora de exercer sua autoridade diante do povo". Vergonha. Um ato covarde de governo inexistente.
Michel Temer, ao invés de ter coragem de exercer sua fragilizada autoridade, melhor seria que Vossa Excelência, juntamente como os senhorios Rodrigo Maia (Presidente da Câmara) e Eunício Oliveira (Presidente do Senado), este último que em meio à crise rumou-se para o nordeste, exerçam o poder de aprovar imediatamente a redução da carga tributária. É o que o povo espera, é o que povo clama.

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