Saúde

Colina é a cidade brasileira menos vulnerável ao Covid-19, de acordo com índice



Colina, cidade que pertence a região de Barretos, é a cidade brasileira menos vulnerável à covid-19, segundo o Índice de Vulnerabilidade dos Municípios (IVM), criado pelo Instituto Votorantim 

O índice foi criado para mapear o cenário da pandemia de coronavírus no país.

O estudo coloca São Bernardo do Campo, cidade da região metropolitana de São Paulo, no segundo lugar, seguida de Nova Lima, em Minas Gerais.

Para chegar nas posições do ranking, o IVM leva em consideração o número de leitos disponíveis na UTI, de respiradores, proporção da população idosa, o PIB per capita e a situação fiscal da cidade.

O Índice varia de 0 a 100: quanto mais alto o valor, maior é a vulnerabilidade. É possível ver em que situação está seu município viajando pelo mapa do Brasil aqui.

Enquanto em Colina há 50 leitos de UTI e 81 respiradores por 100 mil habitantes, Mojuí dos Campos, no Pará, tem 10 para os dois fatores. 

São Bernardo do Campo (SP) e Nova Lima (MG), a segunda e a terceira cidades brasileiras menos vulneráveis, possuem, respectivamente, 27 e 23 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes, e 56 e 41 respiradores na mesma proporção, respectivamente.

Ao todo, o índice tem dezoito indicadores distribuídos em cinco pilares temáticos de diferentes pesos: população vulnerável (peso: 32,35%) , economia local (peso: 11,76%) , estrutura do sistema de saúde (peso: 23,53%), organização do sistema de saúde (peso: 20,59%) e capacidade fiscal da administração municipal (peso: 11,76%).

“O Brasil é um país gigante e tem muitas carências, além de não ter um serviço de saúde pleno. Por isso, esses critérios técnicos nos ajudam a saber onde é mais urgente e relevante investir: no interior de São Paulo ou no Pará”, diz Gioielli.

No levantamento foram usados somente dados públicos de diferentes bases, como a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Sistema Único de Saúde (SUS),  Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSS).

Gioielli conta que, a princípio o índice foi elaborado para basear decisões de investimento do instituto durante a pandemia, mas “percebemos que estava muito robusto e poderia ser uma ferramenta muito útil para formadores de políticas públicas”, diz.

Estas políticas tem variado em intensidade dependendo do cenário de cada local. No Pará, por exemplo, o governador Hélder Barbalho anunciou nesta sexta-feira a prorrogação do lockdown, fechamento total das atividades, em vigor em dez cidades, incluindo a capital Belém, até 24 de maio.

O estado já registrou 10.867 casos de coronavírus e 1.063 mortes pela doença. No Brasil, já são 218 mil casos e 14.817 óbitos segundo o último balanço.

Veja as 10 cidades mais vulneráveis:

  1. Mojuí dos Campos – PA
  2. Wanderley – BA
  3. Ibirataia – BA
  4. Sítio do Quinto – BA
  5. Jussiape – BA
  6. Delmiro Gouveia – AL
  7. Ubaitaba – BA
  8. São Francisco – MG
  9. São Raimundo Nonato – PI
  10. Faro – PA

E as 10 cidades menos vulneráveis:

  1. Colina (SP)
  2. São Bernardo do Campo (SP)
  3. Nova Lima (MG)
  4. Flores da Cunha (RS)
  5. Colômbia (SP)
  6. Cuiabá (MT)
  7. Extrema (MG)
  8. Porto Reral (RJ)
  9. Olímpia (SP)
  10. Gavião Peixoto (SP)

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