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Cartórios divulgam os nomes de bebês mais registrados em São Paulo na década



Miguel, com 121.676 registros, e Arthur, com 92.778, foram os nomes mais escolhidos no estado de São Paulo para registro de nascimento na última década (2010 - 2020). Já Maria Eduarda foi o nome feminino mais escolhido pelos pais nos últimos 10 anos.
O ranking geral mostra a preferência por nomes simples, uma vez que os compostos aparecem apenas em duas ocasiões, no quinto lugar, com Maria Eduarda, 72.844, e no nono, com Pedro Henrique, 55.090.
Na capital paulista, Miguel (37.348) e Arthur (32.728) ocuparam a primeira e segunda posições, respectivamente, no ranking de nomes escolhidos na última década (2010 - 2020). Na classificação feminina, Maria Eduarda aparece em primeiro lugar. O ranking geral reforça a preferência na cidade de São Paulo por nomes simples. Na quinta colocação, Maria Eduarda, com 22.992, é o único nome composto da lista. Veja abaixo o ranking completo da cidade.
No ranking de nomes masculinos, liderado por Miguel e Arthur, também tiveram mais de 25 mil registros, Davi (26.854) e Gabriel (25.512), sendo Pedro Henrique o único nome composto entre os 10 mais escolhidos. Já nas opções femininas, além de Maria Eduarda, em primeiro lugar, estão Alice (22.558), Laura (20.021), Sophia (19.987) e Julia (19.317). No top 10, apenas a liderança é ocupada por um nome composto.
O levantamento de 2010 a 2020, realizado por meio da Central Nacional de Informações do Registro Civil - plataforma eletrônica com os números de Cartórios de todo o país, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen/Brasil), reuniu dados de todos os 816 Cartórios de Registro Civil do estado de São Paulo, que formaram uma base de mais de 6,7 milhões de registros realizados na última década, disponível no Portal da Transparência do Registro Civil (www.registrocivil.org.br).
No ranking do Brasil, Miguel, com 321.644, e Arthur, com 287.886, foram os nomes mais escolhidos da década. A popularidade do período recaiu sobre os nomes simples, com apenas dois compostos entre os 10 mais: na quinta colocação, Maria Eduarda (214.250), o nome feminino mais registrado, e na oitava, Pedro Henrique (154.232), que ocupa o sexto lugar da lista masculina. Outros nomes que aparecem no top 10 geral são Davi (248.066), Gabriel (223.899), Alice (193.788), Heitor (154.237), Laura (153.557) e Sophia (147.579).
Ranking 2020
Em âmbito nacional, os nomes simples são maioria entre os 10 mais populares em 2020. O ranking do Brasil tem Miguel, com 27.371, e Arthur, com 26.459, nas primeiras posições, seguidos por Heitor (23.322), Helena (22.166) e Alice (20.118) no top 5.
Na lista de nomes masculinos, João Miguel é o único composto, com 12.746 registros, ocupando apenas a 10ª colocação. Já nas preferências femininas, lideradas por Helena e Alice, estão Laura (17.572), Valentina (12.653) e Heloisa (12.077). A lista mostra, ainda, três nomes compostos: Maria Clara (10.121), Maria Julia (10.023) e Maria Eduarda (9.856).
Mudança de nome
Apesar do nome ser regido pela regra da imutabilidade, ou seja, deve se manter inalterado para segurança das relações jurídicas, existem exceções em lei onde a alteração é possível. Ela pode ser feita em cartório, até um ano após completar a maioridade, entre 18 e 19 anos, sem qualquer motivação, desde que não prejudique os sobrenomes de família. Também é possível a correção de nome quando for comprovado erro evidente de grafia no registro.
No caso de pessoas transexuais, a mudança do nome pode ser feita em cartório, sem a necessidade de prévia autorização judicial, apenas com a confirmação de vontade do indivíduo. As demais alterações, como exposição do nome ao ridículo ou proteção a testemunhas só podem ser feitas por meio de processo judicial.
Já a inclusão do sobrenome, pode ocorrer nos casamentos, nos atos de reconhecimento de paternidade e maternidade (biológica ou socioafetiva) e nos casos em que os pais de filhos menores constatam, em conjunto, que o registro original não reflete todas as linhagens familiares. Já a retirada ou alteração do sobrenome pode ser solicitada pela pessoa viúva, mediante a apresentação da certidão de óbito do cônjuge.


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