Esportes

Campeonato Paulista é interrompido por duas semanas



O governo do Estado de São Paulo anunciou na última quinta-feira (11) a paralisação das atividades esportivas, incluindo o Campeonato Paulista, por duas semanas, de 15 a 30 de março.
A decisão contraria a Federação Paulista de Futebol, que havia se manifestado favorável à continuação do campeonato. Os clubes da primeira divisão ainda buscam a possibilidade de jogar em outros Estados.
Para este fim de semana, as partidas programadas estão preservadas.
A paralisação do futebol no Estado de São Paulo por 15 dias deve pesar ainda mais sobre as finanças dos clubes das divisões inferiores do Campeonato Paulista, como por exemplo o Barretos EC, que disputa a Série A3.
De acordo com o presidente do clube, Júlio Eduardo Addad Samara, o protocolo seguido pela agremiação garante segurança para que não haja surtos entre os integrantes do elenco. Para ele, essa nova paralisação do calendário pode acarretar em mais dívidas.
"Em primeiro lugar tem de vir a saúde. Mas o protocolo da Federação Paulista de Futebol é muito bom. Toda semana fazemos exames de Covid nos nossos atletas, comissão técnica e os demais colaboradores. Agora, o custo é muito alto e, com a paralisação, mesmo que seja por 15 dias, temo pela condição financeira dos clubes, os contratos dos atletas e os treinamentos", lamentou Samara em entrevista ao GE/Ribeirão
Além da questão econômica, Júlio Samara disse que, como muitos jogadores são de outras regiões, o elenco fica mais seguro nas dependências do clube. De acordo com uma reunião entre FPF e clubes, na última terça-feira (9), é possível que as equipes continuem treinando neste período, o que não afetaria o aspecto físico dos jogadores.
Porém, até o fechamento desta edição, não havia nada de oficialmente sobre a permanência dos atletas em treinamento nas dependências do Estádio Fortaleza. "Em muitos casos, os atletas dos clubes pequenos estão mais bem cuidados no clube do que em suas casas", frisou Samara.


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