O tradicional telefone fixo, por décadas um dos principais meios de comunicação dos brasileiros, está cada vez mais perto de se tornar item do passado. A partir de março, operadoras de telecomunicações intensificam o processo de descontinuação das linhas fixas, especialmente aquelas baseadas na antiga rede de cobre, acelerando uma mudança que já vinha ocorrendo nos últimos anos.
Segundo dados do setor de telecomunicações, o número de linhas fixas em funcionamento no Brasil vem caindo de forma contínua, impulsionado pela popularização dos celulares, dos aplicativos de mensagens instantâneas e das chamadas por internet. Hoje, a maioria dos brasileiros utiliza exclusivamente o telefone móvel para comunicação pessoal e profissional.
As operadoras alegam que a manutenção da infraestrutura do telefone fixo se tornou economicamente inviável, devido ao alto custo e à baixa demanda. Em muitos municípios, a venda de novas linhas já foi encerrada, e clientes que ainda mantêm o serviço estão sendo orientados a migrar para alternativas digitais, como telefonia via internet (VoIP) ou planos móveis.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanha o processo e reforça que a retirada do serviço ocorre de forma gradual, respeitando contratos vigentes e garantindo a comunicação dos consumidores. Idosos e estabelecimentos que ainda dependem do telefone fixo devem ficar atentos às notificações das operadoras para evitar a interrupção inesperada do serviço.
Especialistas avaliam que o telefone fixo seguirá existindo apenas de forma residual nos próximos anos, sendo substituído quase totalmente por tecnologias móveis e digitais. A mudança marca o fim de uma era e reflete a transformação dos hábitos de comunicação da sociedade brasileira.