A crise no São Paulo ganhou novo capítulo dramático na noite de ontem. A derrota por 3 a 1 para o Juventude, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, eliminou o Tricolor da Copa do Brasil 2026 e derrubou o técnico Roger Machado. A demissão foi oficializada uma hora após o apito final.
Contratado em 10 de março para substituir Hernán Crespo, Roger nunca teve paz no Morumbi. Em dois meses, comandou o time em 17 partidas, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas – aproveitamento de 49%. Antes da queda, o São Paulo já somava cinco jogos sem vencer.
Apesar da 4ª colocação no Brasileirão, com 24 pontos, e da liderança do Grupo C na Sul-Americana, a diretoria avaliou que o desempenho estava abaixo do esperado.
A eliminação custou caro, o clube deixou de arrecadar cerca de R$ 3 milhões da CBF pela classificação às oitavas. A rescisão de Roger e sua comissão adicionou R$ 2,4 milhões à conta. Somando os desligamentos de Dorival Júnior, Luis Zubeldía e Crespo, o passivo com técnicos já passa de R$ 10 milhões.
A diretoria agora tenta o retorno de Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil em 2023. A negociação é considerada difícil: quando deixou o Corinthians, ele recebia R$ 2,8 milhões mensais com sua comissão, valor bem acima do pago a Roger.